terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O DIA EM QUE EU PERDI UM PEDAÇO DO DEDO

O blog anda meio abandonado porque estive bastante ocupado com o canal. Agora no início do ano vou ter que dar uma pausa forçada em ambos para ficar de repouso devido a um pequeno acidente que tive.

Para curtir essas férias decidi ir até a casa de uns primos em Minas Gerais. Lá passei um ótimo domingo regado a bastante churrasco e banhos de piscina. Ah sim, a piscina... Foi nela que tive a melhor parte do dia e uma das piores partes da vida.

O que aconteceu foi que havia duas piscinas (uma média e uma grande) com uma divisória entre elas. Divisória essa que possuía um pequeno buraco para que a água transitasse de uma piscina a outra. Lá estava eu a me divertir em uma piscina funda o suficiente para me afogar (antes fosse isso que tivesse acontecido, teria dado menos trabalho), então eu transitava de uma lado a outro pulando esta divisória. Talvez se eu tivesse percebido que o buraco ao qual me referia antes tinha um pedaço de cano de aço inoxidável solto isso não tivesse acontecido.



Quando apoiei o pé no lugar errado e senti aquela pequena dor, pensei "Que saco, vou ter que sair da diversão da piscina só pra fazer um curativozinho." Mas só quando pus o pé pra fora que vi o pedaço lá balançando.

Não foi nada grave, eu vou sobreviver e ainda fazer muito post de terror para vocês, mas suspender o pé e ver o interior do seu dedo com a gordura e o osso não é a coisa mais legal do mundo.

Como naqueles filmes de baixo orçamento que tentam copiar o sucesso de "Tubarão" do Spielberg, ninguém percebeu que eu estava com o pé cortado. Minha salvação praticamente foi meu sobrinho de 5 anos que me viu e saiu correndo pelo clube gritando que eu tinha me machucado, enquanto eu fazia o máximo de esforço que podia para que o pé não voltasse para a piscina e meu sangue colorisse a água de vermelho. Então me retiraram da água, fizeram um curativo rápido e me levaram para um hospital próximo. Ou pelo menos tentaram.

Em três metros que caminhei mancando minha visão escureceu. A pressão baixou e as pessoas me olhavam como se eu já estivesse morto. Depois me disseram que eu estava completamente branco e com os lábios roxos; provavelmente fruto de uma queda de pressão. Eu senti que ia desmaiar e tomei a cadeira de plástico mais próxima. Uma mulher muito amável até me ofereceu a própria canga para estancar o sangue. Mas depois de quase apagar, consegui ir para o hospital acordado.

Para que entendam melhor meu pequeno drama, eu dividi a sala com uma menina (muito simpática por sinal) que tinha sofrido um acidente de moto e estava com a perna bem danificada. O comentário que o médico dirigiu a ela foi "Não precisa se preocupar que o seu ainda é menos complicado que o dele". Isso realmente não me ajudou a relaxar.

O corte doeu muito, os pontos que viriam a seguir também, mas nada se compara a dor da anestesia. Aquela maldita agulhinha com um líquido verde dentro causa uma dor desumana quando entra em você. No meu caso, em que as agulhadas (sete ao total) foram dadas DENTRO da ferida dá para você imaginar a agonia. Em compensação, depois dessa dor surreal, tudo o que você sente é dormência. Agradeci por não mais sentir o dedo, e até mesmo um bom pedaço do pé.

Mas meu sofrimento não acabaria tão cedo. A anestesia pegou apenas de um lado e os últimos três pontos eu pude sentir a agulha entrar e sair do meu dedo. Se doeu? É lógico que doeu. Mas quando o médico ofereceu dar mais anestesia eu desisti. Preferi sentir a dor da agulha me costurando do que aquela maldita injeção. E devo dizer que valeu totalmente a pena. Eu não conseguiria receber mais uma anestesia.

Serviço terminado, pedaço costurado e o meu dia de horror ainda não tinha acabado. Depois de costurar meu pé como se estivesse criando o novo Frankenstein o doutor olhou sua obra de arte e pelo seu rosto vi que ele tinha percebido algo de errado. Ele pegou uma tesoura na mesa de operação e cortou um pedaço de pele, e depois outro, e depois outro. Em seguida olhou de um lado, olhou do outro, se curvou, tentou ver meu dedo de inúmeros ângulos e comentou: "É, acho que não dá pra fazer melhor do que isso não”.

Mas essa não foi a pior parte. A pior parte foi quando ele terminou dizendo "Esse pedaço depois vai cair quando você tirar os pontos, ok?" O que eu poderia dizer se não "Ok!" Resultado foi que daqui a uns dias meu dedão do pé terá um buraco suficiente para que eu guarde uma bolinha de gude.

E assim eu recebi uma lista com uma pilha de remédio para tomar e fui dispensado. Mancando, com dor e triste por não ter aproveitado o resto daquele dia ensolarado.

Aos que quiserem ser sádicos o suficiente para ver meu pé fodido, abaixo seguem as imagens do ocorrido. Não deu para bater foto do interior porque se leu meu relato deve ter imaginado que eu passei o processo inteiro quase chorando e urinando nas calças. Junto com as fotos seguem alguns comentários explicando-as.



Após a primeira limpeza quando cheguei no pronto-socorro

Vê aquele pequeno pedaço de pele na parte de cima do dedo? Essa era a única coisa que ligava aquele pedaço ao meu corpo.

Aqui dá para ver um pouco melhor a profundidade, mas causa uma falsa impressão. A coisa foi bem mais funda que isso.

Nessa foto dá pra ver a diferença de coloração do tecido já morto.

Acho que essa é a que melhor dá para ver o pedaço solto.


Aqui dá para ver melhor que eu também cortei os dois dedos do lado


PS: Eu vou atualizando aqui no blog a recuperação.
Comentários
5 Comentários

5 comentários:

  1. Ai que horror, me deu um troço só de olhar isso aí.
    Melhoras rapaz!

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  2. Tô quase vomitando...sou fraca e só de ler já arrepiei toda...espero que tenha melhorado. kk
    Boa sorte com esse machucado

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  3. Kjjjkkkjjjkkkkkkk se fodeu interessantemente kkjjjkkjjjkkk

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